sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Década


E aqui estamos nós mais uma vez, desejando a todos o melhor dos sentimentos e realizações surpreendentes, nessa corrente que une todo o mundo nesse espírito de felicidade, amor e agradecimentos por aquilo que conseguimos e por aquilo que ainda iremos conseguir.

Mas hoje, 31 de dezembro de 2010, chegamos também ao fim de uma década, a década da evolução. Desde 2000 até aqui o mundo girou muito, e tudo que naquela época parecia o comum mudou drástica e completamente, mas ainda com o mesmo espírito de melhorias, rumo ao futuro, à tecnologia. O que antes demorava anos para ser desenvolvido e projetado, hoje ocorre em questão de meses, as evoluções em tudo que utilizamos em nosso dia a dia são tão rápidas que você compra um aparelho de ultima geração hoje e na semana seguinte já tem um novo lançamento.

Essa foi A DÉCADA da evolução. A década que pode até ser chamada no futuro como o fim da era contemporânea, e o início da já especulada era Pós Contemporânea. E sabem o que é mais legal? Nós fazemos parte dela, por mais que a maioria de nós nasceu na década passada, quem construiu e construirá as próximas décadas somos nós.

Então, vamos nos esforçar para mostrar que podemos, como nossos pais e avós fizeram nas décadas passadas, mudar e construir as décadas futuras. Não deixar o planeta vivar o lixão super quente e molhado, encontrar a cura para doenças até agora incuráveis, esse tipo de coisa. Esse é o futuro, e espero que estejamos todos nele.

E pra quem pensou que o mundo ia acabar em 2000, acho que chegamos bem longe.

FELIZ ANO NOVO.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Expectativa

Em minhas expectativas,
Mantenho-me calado,
Berrando incessantemente,
Por um instante de sanidade,
Enquanto a ansiedade me consome,
Antes mesmo que o anseio se cumpra.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Enterrado Vivo (Burried)

O suspense psicológico dirigido por Rodrigo Cortés tinha tudo para ser o suspense do ano, eletrizante, agonizante e profundamente perturbador. Pois é, TINHA.

O simples abandono de detalhes ou as contradições, tanto do enterrado quanto das pessoas que falam com ele que acontecem durante todo o filme são tristes e quase criminosas, como o celular milagroso que faz DDI sozinho e tem a melhor cobertura que existe sobre a face da terra – ou no subterrâneo no caso. Ou a bateria que era pra ser economizada, mas isso parece sumir da cabeça do personagem em lapsos de memória.

Uma péssima sucessão de fatos, um seqüestrador estúpido, um mocinho estúpido, agentes do governo estúpidos, bem... Um filme estúpido.

A atuação de Ryan Reynolds é impecável, impecavelmente péssima. O Desespero e raiva expressada pelo ator parecem mais birra de criança do que a de alguém que foi enterrado vivo. Você pode até tentar se imaginar na situação dele, mas NÃO DÁ, ele não convence nem um pouco.

O filme se desenrola de tal jeito, com todos ignorando ele no celular milagroso que você chega a perder o foco, e achar que tudo não passa de uma armação ou coisa do tipo, e ele não está enterrado coisa nenhuma (e seria até melhor se fosse assim).

São aplicados situações de perigo a mais no filme, talvez pra passar um desespero que realmente não seve. Até quando o ator tenta manter a calma ele não convence, deixando as pessoas na sala entediadas e sonolentas. O jeito pra passar a 1 hora e meia de filme (que mais parecem 3) é fazer piadinhas com as coisas idiotas que se vê na tela.

O estilo dogma apresentado, se ouvindo a respiração carregada do ator e observando a cena pela luz de um isqueiro, lanterna ou celular foi o único ponto forte em filme fraco.

Saímos da sessão com o que poderia ser uma história fantástica, entediados, arrependidos e frustrados. Com certeza encontraram algo melhor pra ver no cinema do que isso, até a animação MEGAMENTE vale. Nota 4 pela idéia.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Chuva de Verão


Nuvens cobrem o céu,

Que há alguns instantes estava azul.

A umidade sobe,

Posso senti-la no ar.

O vento sopra forte,

Levando sorrisos ao sol.

As primeiras gotas caem,

Pesadas, sobre minha pele.

Os raios e a trovoada,

Esses vem depois.

A água cai em peso,

Carregando o que pode e o que não.

Mas passa rápido,

Deixando no lugar de origem,

O céu que já foi, e agora é de novo azul.

Planos

Fazemos planos
E tecemos teias,
De um destino,
Que nem ao menos conhecemos.

Acreditamos, ingênuos,
Que tudo correrá
Como no imaginado,
Ainda mais ingênuos.

Esquecemos então,
Que o destino não escolhe
Nem hora nem lugar.
E por uma folha que se desprende da árvore,
Tudo pode acabar somente nos planos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu ...

Cabelo em leves ondas, curtos, sob minha cabeça. Em um tom de castanho escuro, quase preto. Olhos, de pupilas dilatadas quase que naturalmente, sem nenhuma razão aparente, circundadas por íris castanhas, brilhantes. Nariz arredondado, marcado pelos males da adolescência que ainda se estende. Lábios redondos e compridos, puxados nos cantos. Rosto retangular, sem nenhum segredo. Ao contrário da minha mente, essa guarda caminhos que até eu mesmo, ainda desconheço.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Deformado

Com meus sentidos deturpados,
Eu tateio as paredes,
Em busca da saída.

Em meus dedos calejados,
Encontro sinais,
Das vidas escondidas.

Meus sentimentos deformados,
Não me ajudam a pensar,
No que devo fazer,ou onde devo parar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

!

Seguir uma rotina torna uma pessoa valorosa. E acapacidade de inovar essa rotina com detalhes a torna Especial.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

!

Hoje, estou mais certo do que nunca, de que não sei coisa alguma.

Será ?

-- O que doe mais? Esperar ou partir?

-- Os dois doem. Cabe a você escolher.

-- Não quero ... eu não ...

-- Você não quer.

-- Não.

-- Então fique.

-- Não posso. Mas também não consigo ir embora.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Em Cima do Muro

Parado,
Entre o mundo real
E aquele em que eu habito,
Vejo pessoas errando,
Só não sei se eu acredito.

Sobre minha Noção de Tempo

Sobre minha noção de tempo,
Não detenho nada a declarar.

Pessoas vêm e vão.

Não sei se é possível fazê-las voltar.


Sobre minha noção de tempo,

Dias são anos, e anos são dias,

Mas a chuva sempre cai,

Sempre molhada e fria.


Sobre minha noção de tempo,

Sei que não existe noção nenhuma.

Relógios são ferramentas inúteis,

Mas esperanças, bem, ainda retenho algumas.

Sobre minha noção de tempo,

Conto os anos pelos paços,

As horas pelos laços,

E os dias por abraços.

Rotina


Nos condicionamos,
A aquilo que não podemos.

Nos obrigamos,
Mesmo não querendo, fazemos.

Continuamos,
Por mais que nos esgotemos.

E essa é a rotina.
A Rotina em que vivemos.

domingo, 28 de novembro de 2010

Exato

Para ser mais exato,
Estou sorrindo,
Felicidade fluindo,
Estou olhando para você.

Para ser mais exato,
Meu amor é simples como mel,
Suave como seda em véu,
Tão doce quanto você.

Para ser bem mais exato,
Estou no momento a te abraçar,
E a ponto de te beijar,
E tão cego de amor quanto você.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Bosque

 Prólogo

Então lá estava eu, a luz descia em feixes por entre os galhos e folhas das árvores do bosque, formando um jogo verde de luz e sombra. O ar era quente e fresco e o silêncio era quebrado somente pelo farfalhar das folhas ao vento e pelo distante canto de um pássaro. Toda a minha volta parecia vibrar vida em seu ápice, era quase como se eu pudesse sentir as árvores crescendo.

Não percebi quando ela chegou, mas quando dei por mim lá estava ela, sorrindo para mim. Sua pele alva refletia a luz do sol que adentrava o bosque na pequena clareira onde ela se encontrava. A clareira era coberta de grama verde e circundada por baixos arbustos e cachos de trepadeiras que desciam das árvores ao redor. Os cabelos dela brilhavam acobreados sobre o sol e caiam em leves ondas sobre os seus ombros. Ela abriu um sorriso e eu pensei que fosse me desfalecer naquele instante. Ela riu coma minha expressão abobada e sua risada se confundiu com o farfalhar das folhas, era uma risada graciosa e afinada, mas forte, quase selvagem e apaixonante.

Ela girou em seus calcanhares e correu para fora da pequena clareira bosque adentro, deixando-me atônito sem sua presença. Fiquei ali, olhando para o local onde ela se encontrava sem conseguir assimilar o tempo que se passara, poderia ser um minuto ou uma hora, eu não saberia dizer. Talvez o tempo não existisse ali. Depois, desperto pelo som de um galho se quebrando sobre meu pé, eu corri a procura dela. Só então percebi que estava descalço. Meus pés tocavam a grama fresca e a terra macia. Eu a procurava olhando os arredores, tudo que eu via era o bosque verde.

Ouvi novamente sua risada e então lá estava ela, escorada em uma árvore a alguns metros de mim, eu tentei me aproximar, mas então ela voltou a correr por entre as árvores, seus cabelos esvoaçaram em seu encalço, quase flamejante, era a visão mais linda que eu já vira. Ela também estava descalça.

Saí desabalado correndo atrás dela, e permanecemos naquela brincadeira de “pega-pega” por um tempo que eu também não conseguia distinguir. Então finalmente eu a peguei, segurei-a comigo ali, uma das minhas mãos segurando seu braço e a outra em torno de sua cintura. Seus olhos eram lindos, da cor de mel mais pura e brilhante que eu já vira.

Ela sorriu, docemente para mim, e o tempo pareceu definitivamente parar. As folhas que caiam, pairaram mais lentamente no ar, e eu me aproximei para beijá-la. Ela soltou mias uma de suas risadas, apaixonante, e se desfez, lentamente, transformando-se em pequenas pétalas de flor brancas, que se espalharam pelo bosque carregadas pelo vento, depositando-se lentamente sobre a grama, deixando-me ali, sozinho, somente eu e o bosque. 




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Mesma

Quem um dia me conheceu,
Diz que fui feliz,
E nem ao menos sabia.

Quem hoje me conhece,
Diz que eu me esqueci o que era felicidade,
E tenho coisas demais na cabeça para lembrar-me da mesma.

E quem talvez me conheça,
Dirá que a mesma sempre esteve comigo,
Mas eu era inteligente de mais para enxergar.

DEPENDE MUITO ...

O futuro depende do presente, mas e se o presente depender do futuro. E se a capacidade de se manter no presente venha da possibilidade, mesmo que incerta, do futuro, do mesmo jeito que o passado dependeu deste presente, que um dia foi futuro, e que no futuro será passado.

É sobre essas concepções de tempo que nos prendemos. Concepções que as vezes nos parecem até confusas. Mas até algum descobrir um jeito de descomplicar essa teia, todo o tempo Dependerá muito, tanto do passado, quanto do presente, e ainda mais do futuro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Minha Playlist

Entrem na Minha Playlist do Terra Musica,
Você pode me ajudar a Ganhar um Ipod 

 (Propaganda idiota mas não custa ajudar)

http://letras.terra.com.br/promocoes/7anos/102907/

domingo, 21 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1

Como qualquer fã dos livros, eu não poderia deixar de estar animado para assistir o filme. Depois de nove anos acompanhando a saga e devorando os livros, o esperado fim chega, e para animar ainda mais os fãs dos livros, foi dividido em duas partes o que deu espaço para a melhor adaptação dos livros da série até agora.

A começar pela adaptação, o filme surpreende pela riqueza de detalhes que eram simplesmente deixados de lado para dar ritmo a história nos outros filmes, mas já que nesse não tinha a necessidade de passar tudo em filme, houve mais liberdade na construção dos elementos da história sem deixar de perder a magia da história que tanto encanta pessoas em todo o mundo e levou milhares de pessoas aos cinemas nesse final de semana (inclusive eu).

Não foi a toa que Harry Potter e as Relíquias da Morte foi chamado pela crítica de o filme mais maduro da série, não só com os personagens de Harry, Rony e Hermione, que agora estão com 17 anos, mas também nas atuações de seus interpretes, Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, que chegaram ao ápice de seus papéis, levando com maestria e intensidade da cena retratada nessa primeira parte. Todo o drama vivido pelos três e o modo como isso é passado é quase como um soco no estomago de tão impressionante.

A direção da saga que já havia passado por vários diretores, agora consolidada pelo diretor David Yates, que dirige a série desde o quinto filme (Harry Potter e a Ordem da Fênix), vem em sua mais completa abordagem da guerra que ocorre no fictício mundo bruxo retratada neste 7º filme. O vilão Voldemort estende seu poder sobre o mundo bruxo, dominando também o Ministério da Magia, e a marca mais forte disso mostrada no filme é o registro dos nascidos trouxas (aqueles cujos pais não são bruxos) e a crueldade como são tratados.

Depois da quase comédia romântica patética que se tornou o 6º filme, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o que encontramos em Relíquias da Morte parte 1 é uma dose de drama bem mais acentuada. Os sacrifícios dos quais ambos, Harry, Rony e Hermione, têm de fazer para irem busca da missão deixada por Dumbledore cerca todo o filme, ressaltando nos laços entre os três amigos e nas expectativas e confianças que carregam entre si.

Quem esperava ver muita ação e duelos surpreendentes pode ter ficado um pouco decepcionado com a leveza em que o filme se arrasta sem muitas cenas de clímax de ação e mais cenas dramáticas. Mas isso não quer dizer que o filme não tem ação nenhuma, muito pelo contrário, cenas de perseguição são encontradas por todo o decorrer do filme, mostrando os vários perigos que os três amigos correm em sua jornada.

Quem quer ver Explosões, duelos, pessoas voando pelos ares e edifícios característicos do mundo mágico sendo destruídos não deve perder Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2, pois é na sequência que a guerra no mundo bruxo chega as vias de fato. Esperem, pois a saga ainda aguarda um final surpreendente e cheio de reviravoltas e segredos revelados. Por enquanto ficamos com a 1ª parte que realmente vale o preço do ingresso. Segue abaixo o trailer e algumas fotos. CONFIRAM.
















sábado, 20 de novembro de 2010

Caminhos

Com poucos passos
E muitos tropeços,
Nossos caminhos se ramificam
Como raízes em nossos cérebros.

O difícil é escolher,
O difícil é se conformar,
O difícil é não se arrepender
E seguir em frente.

Difícil, mas não impossível.

Escolhemos o que queremos,
E se conformar é quase tão terrível quanto desistir.
Não está feliz, mude,
E comece por si mesmo,
Olhando para o outro lado da lua.

Primavera

Então,
Chegou a primavera,
Trazendo consigo,
Novas vidas, novos ares.

Então,
Fresca e bela como ela,
Vem também,
O nascer do sol, o alvorecer de asas em pares.

Por ser o que é,
E pelo que trás consigo,
Primavera vem, doce prima,
Para aquecer com seus dias, as frias NOITES DE INVERNO

Esse poema acima explica um pouco sobre as razões da mudança da imagem de fundo e esquema de cores do blog. A cada estação, nossas vidas tomam novos tons de cor, e como aminha não é exceção, quero que o blog mude comigo, já que comigo, mudará também meu jeito de escrever.

Mudanças fazem parte da vida, e eu as farei sempre que for necessário. Boa Primavera.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sua Devida Importância

 
Não importa o quanto Faça,
O quanto tente,
O quanto corra,
Ou quanto pensa.
Não importa o quanto faça,
Ainda não será o suficiente.

O melhor das Noites

Sob a Luz da Lua
Admiro o céu,
Em sua escassez de estrelas.

Sinto-me feliz,
Feliz por estar vivo
E por ter o divino direito de somente admirar.

Percebo-me mais solto
E mais leve
Sob a pálida luz branca de lua

E então percebo,
Que vivo, respiro,faço,
E penso melhor a noite.



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Terrivelmente Maravilhoso

Traiçoeiro por natureza,
O amor se espalha,
Terrivelmente maravilhoso,
Oh! Como é maravilhoso (Terrível).

Maledicente aos avessos,
Distorce opiniões e olhares,
Por onde se arrasta,
Arrastando-se amorosamente.

Mas dele afinal somos todos dependentes,
Tão sadio e sacrificante,
Do que seria a humanidade,
Sem o terrivelmente maravilhoso amor. 


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adolescentes

Então, Vivemos aqui,
Na Terra dos Sonhos Partidos,
Onde aqui pode ser ali,
E afinal não estamos envolvidos.

Algemas e grilhões aparte,
Somos mais que isso,
E por mais que quebre a haste,
Ainda é isso que eu atiço.

Cadeados e corretes,
Ainda somos mais que isso,
Ainda podemos ser nós mesmos,
Somos então, adolescentes.

sábado, 13 de novembro de 2010

Atestado de Obito

No estado em que minha poesia,
No momento se encontra,
Desfalecida sobre o caminho
De tão densa infantaria.

Não haveria motivo,
Para então levantá-la,
Já que o óbito,
Já encarregara seu destino.

Fria e pegajosa,
Em suas linhas se estendem,
Ó derradeira poesia,
Que um dia fora tão corajosa,
Agora fende em sono profundo,
Sem mais nenhum dedo de prosa.

Falhas

Assumo minhas falhas,
Por assim dizendo,
Mais minhas do que de todos,
Mesmo que todos fossem somente um.

Assumo minhas falhas,
Mesmo que assim o fazendo,
Entrego-me a raiva e ao fogo,
Destruindo o coração do qual só tenho um.

Por mais que isso me faça mal,
Não me corrompe o corpo,
Pois sei que, são ou louco,
Algo de bom eu fiz um pouco.

Noites de Inverno - Uma Noite Qualquer (7)

Uma Noite Qualquer


Tudo parecia voltar ao normal de novo, e o antigo sorriso plantado no semblante de Leco, que eu já não via há tanto tempo estava de volta. Verônica voltara a falar comigo normalmente, era um alívio desde que terminei com ela. Na época eu sabia que ela havia entendi o motivo, só não sabia se ela havia perdoado minha covardia.

Naqueles dias de tormenta, em que eu me torturava em pensamentos, decidi abdicar do meu amor por Verônica e manter a convivência dentro do apartamento, já que um começava a repelir o outro de forma assustadora, preferia sair do triangulo à ver os catetos se auto destruírem.

Depois de tudo que havia ocorrido, eu já não sabia o que pensar e nem o que sentir. Eu me Sentia alheio a tudo e a todos como se minha mente estivesse pairando em uma realidade paralela enquanto todos viviam suas vidas.

Era estranho como tudo que eu passei a sentir a partir daquilo, era tão irreal pra mim. Como se estivesse num estado de sonho, em que meus sentimentos perdiam os sentidos próprios e flutuavam livres como fumaça em minha mente. Raiva não era mais raiva, felicidade não era mais felicidade, angustia não era mais angustia, e certeza não era mais certeza.

Eu já havia me sentido daquele jeito antes, mas nunca por tanto tempo. Mas não me preocupava com isso sabia que mais cedo ou mais tarde retomaria a noção de realidade de tudo.

O que realmente me intrigava era como as coisas poderiam mudar subitamente sem percebêssemos, um piscar de olhos (Ou uma noite no hospital) poderia transformar tudo, inclusive meu melhor amigo, Leco.
O sentimento estranho e vazio em seu olhar a minha direção, como se eu fosse desfalecer a qualquer instante havia abandonado sua rotina, mas o silencio continuava a reinar. Verônica havia me contado o que se passara no corredor do meu quarto durante as horas em que estive desacordado.

Eu pude ver em seus olhos uma imagem daquele momento, e da preocupação dos olhos de Leco refletidos nos dela. Era de um sofrimento além da minha compreensão, além de qualquer coisa que eu já havia visto, comparando-se somente com o olhar de Verônica, que do mesmo jeito que os dele, mostravam uma angustia que apertou a minha garganta.
Leco se mantinha cada vez mais distante e calado em relação a mim, dirigindo-se somente quando necessário. Pegou um horário extra no escritório e passou a trabalhar por uma hora e meia a mais por dia, além das aulas e todo o resto.

Eu me sentava ao lado de Verônica no sofá da sala, nas horas em que tínhamos a mais que ele para descansar e me perguntava o porquê de tudo aquilo que ele fazia, e que Verônica sabia, mas por algum motivo não queria me contar, não que eu houvesse perguntado, mas eu podia ler em seus movimentos que era algo que eu deveria perguntar para o próprio (não me pergunte como).

Leco parecia cada vez mais exausto e esgotado. As olheiras tomavam o lugar de seu sorriso animado e uma respiração desregular vinha de seus pulmões. Eu sabia que precisava conversar com ele, já havia falado com Verônica na mão em que acordei de meu pesadelo, mas aquilo não fora o suficiente. Eu só precisava de um pouco de tempo, para pensar em tudo que deveria ser dito, sem dor ou gagueira, somente dito alto e claro.
Eu não pensava em lugar melhor para colocar a cabeça em ordem do que a Academia. Fazia algum tempo que eu não ia e sentia falta de Tilo e Meg. Tilo era brincalhão, sempre com os olhos pretos vidrados querendo ir a um lugar diferente da cidade a cada noite. Seus cabelos cor de areia nunca estavam disciplinados e cada fio insistia em rumar para uma direção diferente. Meg era uma maluca completa ligada na tomada de 220 V, que agitava a cabeça ouvindo musica nos fones agitando seus lisos cabelos pretos cortados em Chanel na altura do pescoço.

Cheguei à academia e logo avistei Meg correndo na esteira do canto longe das grandes janelas de vidro. Vedada com os fones dos quais eu podia ouvir o ruído ela corria de olhos fechados murmurando alguma coisa, estranhei e chamei seu nome, ela não respondeu, talvez pelo barulho dos fones. Cutuquei seu ombro e ela me olhos surpresa, perdeu o equilíbrio e quase caia da esteira quando eu a segurei. Só quando a levantei percebi as lágrimas que escorriam em gotas grossas por seu rosto. Ela me olhou com um olhar suplicante de ajuda e me abraçou forte, retribuí. Senti sua respiração forte e o coração batendo nervosamente em seu peito. O que ela tinha eu descobriria logo, mas agora ela precisava de um momento pra desabafar, e eu dei esse tempo a ela.

Eu queria saber o que acontecia, mas esperei o que tempo que foi preciso até ela se acalmar. Afaguei seus cabelos enquanto o choro começava a cessar. Ela levantou a cabeça e me olhou como poucas vezes alguém já havia olhado, senti seus olhos percorrerem toda a minha mente e eu sustentei o olhar, olhando fundos nos olhos dela também. Havia angustia e pesar neles, algo que eu nunca havia visto no rosto de Meg.

Um momento de silêncio se estendeu enquanto olhávamos um no olho do outro, e eu não pude resistir ao impulso que também parecia atraí-la. Eu a beijei, sem entender porque, somente a beijei, e ela me correspondeu ao toque de lábios. Não tenho certeza de quanto tempo ficamos ali, enquanto eu prendia a mão direita em seus cabelos curtos e passava a mão esquerda em torno de sua cintura, puxando seu corpo de encontro ao meu. Ela acariciava meu ombro levemente com a mão esquerda enquanto a direita pousava sobre minha bochecha marcada pela barba por fazer.

Separamos nossos rostos, e eu pude ver sua expressão. Já não era tão deprimida e angustiada, parecia mais aliviada, mais feliz. Peguei sua mãe e a puxei comigo, sem dizer uma palavra, não exigi explicações ou razões para ela estar chorando, pensei que não quisesse lembrar aquilo, muito pelo contrário, achei que quisesse esquecer, e eu sabia exatamente onde.

Saímos da academia, ainda em silêncio, para a noite de sábado, o céu ainda anormalmente claro por causa do horário de verão se estendia até o horizonte de concreto. Caminhamos pela a avenida calmamente, entre sorrisos bobos e olhares sem graça, parecíamos dois adolescentes.

Chegamos ao shopping alguns minutos depois, e eu a levei direto pra praça de alimentação. Comemos dois grandes pratos de Yakisoba e ela riu quando viu os pratos vazios sobre a mesa.

– De que adianta ir pra academia comendo desse jeito – riu ela enquanto íamos em direção ao cinema.

Pegamos uma sessão de um filme que ela queria assistir. Eu sabia que ela precisava daquilo, de uma distração, mesmo sem saber o que acontecia. Eu olhei para ela, com seu rosto sendo iluminado somente pela luz que vinha da tela a nossa frente, e toda a sensação de estranheza e confusão dentro de mim se esvaiu como fumaça ao vento, e eu sorri comigo mesmo.

Foi uma ótima noite, uma noite em que eu me senti um cara normal, como eu não me sentia a muito tempo. Toda e qualquer frustração havia fugido de mim correndo quando eu beijei Meg, e acho que o mesmo havia acontecido com as dela.

Depois de o filme acabar, ficamos sentados em um banco do lado de fora do shopping, curtindo a noite de verão e a nos mesmos. Falamos pouco, nos beijamos muito, e sorriamos mais ainda, era sem sentido e totalmente descompromissado, por isso era tão leve e agradável.

Tudo se passava tão naturalmente que não percebemos o tempo passar. Era quase meia noite quando resolvemos ir embora. Meg morava naquela avenida, seguindo em frente a alguma quadras dalí, já eu morava a 5 estações de trem.

– Te levo em casa – Disse eu passando o braço em torno de sua cintura e levantado-a no ar.

– Não precisa – Disse ela depois de me dar um selinho.

– Eu insisto – Devolvi o selinho.

– Que bonitinho, cavalheirismo do século XXI, – Caçoou ela – Mas eu moro aqui perto, já você pelo contrario... – Disse ela me mandado um olhar irônico ainda em meus braços.

– Por isso mesmo, sua casa é perto, posso levá-la sem me preocupar com a hora, não vai demorar.

– Não quero que se incomode, já fiz esse caminho tantas vezes sozinha – Rebateu ela.

– Em outros horários.

– Isso mesmo, era mais tarde – Riu ela.

– Anda, te levo lá.

– Não. Não. Sério, não precisa.

– Eu insisto.

– Não, sério, vou ficar brava com você. Vai pra casa que eu posso perfeitamente ir sozinha.

– Tem certeza?

– Claro que eu tenho.

– Então certo. – Eu a beijei enquanto a levantava no ar novamente, me despedi e fui pra estação, parando na entrada para vela seguir caminhando avenida abaixo.

!

Espero continuar sendo eu mesmo, por mais estranho que pareça

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sensação - Dialogo Comigo Mesmo.

Não havia mais nada em que pensar, era somente um leve vazio, tão quieto e luminoso, que chegava a ser ofuscante. Todo peso havia se esvaído, e tudo o que restava era felicidade.

A única coisa que me prendia ao chão era o peso do meu corpo, porque o espírito pairava livre, sem controle ou regras. Criatividade, no entanto não havia, somente um borrão decores claras, de nuances muito neutras, quase imperceptíveis sobre o branco luminoso.

O mais difícil já havia acabado, e agora tudo que eu precisava fazer era esperar os dias passarem, sem fazer nada. Não como um desperdício de vida, mas como se cada dia valesse uma vida toda. Não havia certeza do dia seguinte, mas não importava, se tudo acabasse ali, eu já estaria plenamente satisfeito.

Talvez não realizasse planos, não concretizasse expectativas, eu me sentia bem pelo simples fato de estar vivo...

Leve

Leve em conta,
Que a vida é bela,
E que ainda vale a pena sonhar.

Leve em conta,
Que amor ainda paira
E age, mesmo longe de nossos olhos.

Leve em conta,
Que o inverno não é eterno,
E que a primavera sempre irá voltar.

Leve em conta,
Que no final do ano
Para iluminar a noite, temos fogos.

Leve em conta também,
Que estarão lá
Todos os que te amam,
E que te levam ( em conta e coração).

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Socialmente Correto

Vivendo sobre regras,
Que nós mesmos inventamos,
Sentimos-nos presos ao clichê
De podermos fazer o que quisermos.

Somos

Se somos então de carne,
Padecemos.
Se somos então de ossos,
Padecemos.
Se somos então de sangue,
Padecemos.
Se somos então de alma,
Nós sofremos.

Encante-me

Encante-me, então,
Envolvendo-me em seu perfume.
Encante-me, então,
Hipnotizando-me, com seus grandes olhos.
Encante-me, então,
Como um dia fora de costume.
Encante-me, então,
Deixando-me fora de rumo.

sábado, 6 de novembro de 2010

Cegos

Sobre a suposta pesagem do ser,
Caminhamos desonestamente,
Vivendo tudo o que nos foi ensinado,
E negando tudo que,
No passado,
Fora escondido.

Perseverança

Por mais que decaia,
Levante.
Por mais que doa,
Persista.
Por mais que machuque,
Não chore.
E no final,
Não precisa mais fugir.

Entrada

Deixe isso entrar.
Deixe Ela entrar.
Deixe Ele entrar.
E Deixe-me Partir. 

!


Só fique em Silencio
Por tempo suficiente para que eu possa me lembrar.

Espiral

Enquanto caímos,
Por peripécias e pecados,
Vida e Morte se Cruzam,
Em uma dança espectral.
Nada em tudo, tudo em nada.

Aquilo que pode ser alcançado,
Também pode ser perdido.
A não ser o conhecimento.
Mas talvez até ele mesmo,
Por fim, Se perca.

Vivemos então,
Porque, além disso,
Não há mais nada
Que saibamos fazer.
Sabemos somente viver.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dialogos entre a Mente e o Coração

- O que você achar disso tudo?

- Eu tenho que achar alguma coisa?

- Tem, se quiser ser alguém nessa vida.

- E se eu quiser ser ninguém ....

!

Aguente o quanto puder, e ame o quanto quiser.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Luz

Hoje o sol brilhou,
Brilhou claro,
Brilhou forte.

Iluminou árvores e pessoas,
Iluminou praças,
Iluminou idéias.

Hoje o sol brilhou,
Um brilho intenso,
Um brilho raro.

Iluminou olhos e vidas,
Águas e terras,
Mentes e corpos,
Alma e coração.

O alvorecer ...







quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Despedida

Não por mero capricho,
Eu me despeço,
Sem olhas para trás,
Sem olhar para trás.

Aqui em meu caminho,
Relembro meus motivos,
Com pesar,
Com pesar.

Minhas pegadas,
São apagadas pela chuva,
Escorrendo de volta para lá,
Escorrendo de volta para lá.

Seguindo em frente,
Deixando vivos,
Meus amores,
Meus amores.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sustentar

Como poderia eu,
Sustentar o mundo.
Se nem a mim mesmo,
Eu consigo suportar

Como poderia eu,
Sustentar mais um suspiro,
Se meus pulmões,
Nem mesmo sentem o ar.

Como poderia eu,
Continuar sendo eu mesmo,
Se nem mesmo sei
O que sou eu , ou o mundo em si ?

domingo, 24 de outubro de 2010

Atividade Paranormal 2


Fazer uma continuação que mantivesse o nome e o peso que “Atividade Paranormal” obteve como fenômeno do gênero de terror no ano passado parecia uma tarefa difícil. Difícil, mas não impossível.

Com por volta de uma hora e meia de filme o diretor Tod Williams consegue fazer dessa sequência um marco ainda do que o primeiro filme, capaz de surpreender e assustar ainda mais do que o primeiro da sequência sem sair do tema, estilo dogma e da história, sem deixar uma única ponta solta.

A diferença dessa vez é possibilidade de ver acontecimento que ocorrem por toda a casa por um circuito de segurança além das filmagens caseiras da família. A presença do chamado “demônio” na casa é atenuada ainda mais por esses fatores que apavoraram ainda a sala de cinema (que por sinal estavam lotadas).

O acréscimo de novos personagens e novos cenários, diferente do que se esperava, aumentou ainda mais o suspense do filme, deixando os mais medrosos com “o cú na mão” e os mais corajosos ofegantes.

A precariedade das câmeras, e os atores amadores torna tudo ainda mais real, contando com desfocagens, mudanças de luz de tudo mais que se possa acontecer com uma câmera de vídeo normal que se tem em casa.

Enfim, para corações fracos e fortes, Atividade Paranormal 2 é imperdível para um bom adorador de filmes de terror que foge da linha “Efeitos e trilha sonora arrepiante”, e vira pra um silencio aterrador e sufocante entre cada susto. Nota 10 e recomendadíssimo.